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A Dicotomia dos Artistas Gospel no Brasil: Entre a Fé e o Sucesso

Introdução: A música gospel no Brasil tem ganhado cada vez mais destaque ao longo dos anos. Seja nas rádios, nas plataformas de streaming ou nos palcos de grandes eventos, artistas gospel têm alcançado o reconhecimento e o carinho do público. No entanto, essa crescente popularidade tem trazido consigo uma dicotomia que muitas vezes coloca os artistas em uma encruzilhada entre a expressão da fé e o desejo de sucesso comercial para viver da arte. Neste artigo, vamos explorar essa dicotomia e analisar os desafios enfrentados pelos artistas gospel no Brasil. A Fé como Pilar da Música Gospel: A música gospel tem como essência transmitir mensagens de fé, esperança e amor através das melodias e letras. Para muitos artistas, a música gospel é uma forma de expressar sua relação com o divino e de compartilhar suas crenças com o público. Esses artistas têm como objetivo principal tocar as vidas das pessoas e promover uma conexão espiritual por meio de sua arte. A autenticidade e a profundidade dessas mensagens são características que muitos fãs valorizam e buscam nos artistas gospel. O Sucesso Comercial e os Desafios Enfrentados: Por outro lado, a indústria da música é regida por um conjunto de regras comerciais e padrões de sucesso que nem sempre estão alinhados com a mensagem e os valores transmitidos pela música gospel. A pressão para alcançar altos números de vendas, obter milhões de visualizações em vídeos e se destacar nas paradas musicais pode levar alguns artistas gospel mudar alguns paradigmas. Muitas vezes, isso implica em ter uma postura comercial, mesmo quando o local da entrega seja uma igreja ou evento religioso. Essa postura nem sempre é entendida por parte de líderes e fieis, que colocam as questões de fé acima da sustentabilidade de toda infraestrutura necessária para manter uma carreira e alto padrão de qualidade que grandes artistas do segmento entregam. A Dicotomia Entre Ser Popular e Ser Fiel: Essa dicotomia entre a expressão da fé e o sucesso comercial coloca os artistas gospel em um dilema complexo. Por um lado, eles desejam alcançar o máximo de pessoas possível com sua música, compartilhando sua mensagem e tocando corações. Por outro lado, eles precisam encontrar um equilíbrio entre essa busca pelo sucesso e a manutenção de sua integridade artística e religiosa. Alguns artistas conseguem encontrar esse equilíbrio, mantendo-se fiéis às suas convicções sem comprometer o alcance de sua música. No entanto, outros acabam cedendo às pressões externas e perdendo parte da essência que antes os definia. O Papel do Público e da Indústria: O público e a indústria da música também desempenham um papel fundamental nessa dicotomia. Os fãs têm o poder de apoiar artistas que se mantêm fiéis à sua fé e aos valores da música gospel, demonstrando que há espaço para o sucesso artístico sem comprometer a mensagem. Da mesma forma, a indústria precisa repensar seus padrões de sucesso e valorizar artistas que são capazes de transmitir mensagens profundas e autênticas, em vez de priorizar apenas números e tendências passageiras. Conclusão: A dicotomia enfrentada pelos artistas gospel no Brasil é um reflexo dos desafios encontrados na indústria da música, onde o sucesso comercial muitas vezes parece estar em conflito com a expressão da fé e os valores religiosos. Encontrar um equilíbrio entre a busca pelo sucesso e a manutenção da integridade artística e espiritual é uma tarefa desafiadora, mas não impossível. É importante lembrar que a música gospel tem o poder de tocar vidas, transmitir mensagens de esperança e promover a conexão com o divino. Os artistas gospel desempenham um papel significativo na disseminação dessas mensagens e na criação de um ambiente propício para a reflexão espiritual. Cabe ao público apoiar e valorizar artistas e plataformas que se mantêm fiéis às suas convicções, buscando aprofundar sua mensagem e promover um impacto positivo. Da mesma forma, a indústria da música deve reconhecer a importância desses artistas e repensar seus critérios de sucesso, abrindo espaço para a autenticidade e a profundidade da música gospel. Em última análise, a dicotomia entre a fé e o sucesso comercial é um desafio que os artistas gospel no Brasil continuam a enfrentar. No entanto, com o apoio do público e uma indústria mais receptiva, é possível encontrar um equilíbrio e preservar a essência da música gospel, levando esperança e inspiração a todos aqueles que a ouvem. Neste sentido a Rede Agathos propõe um modelo diferenciado para apoiar artistas e ministérios a desenvolver estratégias que garantam a sustentabilidade comercial almejada e a manutenção dos Valores Cristãos. A BLESS é uma iniciativa em conjunto com a Sala Musical e lança oficialmente no próximo mês o selo Musical, mentoria e gestão de carreiras. Aliados a produção de fonogramas, covers, clips e programas baseados na música gospel. Siga nossas mídias @agathosplay e confira as novidades em nossa revista eletrônica – www.redeagathos.com. Fabricio Boechat Diretor Executivo

Igrejas na Era Digital

Cerca de 80% dos brasileiros utilizam algum tipo de mídia social. Seja WhatsApp, YouTube, Facebook, Instagram, TikTok, entre outras. Mas, como utilizar estas ferramentas para uma comunicação eficiente da minha igreja ou ministério? O objetivo de uma igreja estar na Internet é seguir o que nos ensina Marcos 16.15: “Jesus lhes disse: “Vão ao mundo inteiro e anunciem as boas-novas a todos.” (NVT). Tornar Jesus conhecido é o que move a Igreja. A Internet é hoje este grande campo missionário. Cada oportunidade de contato que temos é para falar sobre as Boas Novas da Salvação. É apresentar para quem chega aos nossos canais digitais o que nossa igreja tem feito. Trouxe para reflexão alguns tópicos que podem te apoiar na decisão de utilizar o meio digital para falar sobre Deus. Reflexões e mensagens inspiradoras: compartilhar mensagens curtas, citações ou versículos bíblicos que possam inspirar e motivar as pessoas no dia a dia. Testemunhos: publicar testemunhos dos membros da igreja, com experiências pessoais de como a fé tem feito a diferença em suas vidas. Transformações, cura, libertação.Isso pode incentivar outras pessoas a buscar e conhecer mais sobre a nossa fé em Jesus Cristo. Cultos e atividades da igreja: é essencial compartilhar a programação das nossas atividades locais, sejam cultos, reuniões, estudos para crianças, adolescentes, jovens, entre outras tantas atividades. Apresentar a história da igreja local. Como ela nasceu? Qual a trajetória até ali? Quais são as principais frentes de atuação da igreja na localidade onde está inserida? Ela apoia a sociedade com alguma atividade social? Conteúdo educativo: publicar informações educativas sobre a Bíblia em geral, como curiosidades, histórias interessantes, estudos bíblicos, devocionais, livros, filmes e séries para edificação, entre outros. Ações sociais da igreja: se tem uma área onde nossas igrejas atuam com muita intensidade é a área social. Compartilhe o que a igreja está realizando na comunidade, como doações de alimentos, campanhas de arrecadação, trabalhos voluntários, entre outros. Isso vai mostrar o envolvimento da igreja na região onde está inserida. É importante lembrar que, independentemente do conteúdo escolhido, é necessário buscar em Deus sabedoria para uma comunicação eficaz, não excludente, ao contrário, que seja inclusiva e de fácil entendimento. Atuando em Comunicação Ministerial há mais de 15 anos, conversando com pastores e líderes todos os dias, vejo que um dos desafios das Igrejas construírem uma presença digital relevante é a falta de pessoas para realizar este trabalho. Neste espaço, pretendo trazer com frequência temáticas como a desta semana para que ajude pastores, líderes e membresia no envolvimento de se comunicar com eficiência no meio digital, além, é claro, do trabalho que é desenvolvido off-line. “Disse aos discípulos: “A colheita é grande, mas os trabalhadores são poucos”. (Mateus 9.37). Oremos, pois, envia, Senhor, mais trabalhadores para esta seara. Elis Amâncio é jornalista cristã, especialista em comunicação digital e mídias sociais, em marketing digital (PUC Minas), mestranda em Estudos de Linguagens (CEFET-MG). É autora dos livros Mídias Sociais na Igreja, Comunicando o Reino e Redes Sociales para la Iglesia, e coautora em outros livros. É membro da Igreja Batista da Lagoinha há 20 anos, casada com Renato Lied, pais da Sarah.

Missões na Reta Final

“Ide por todo mundo, pregai o Evangelho a toda Criatura” Marcos 16:15 A expressão Reta Final é bem conhecida na aviação. Particularmente faz parte do meu linguajar, vez que sou também piloto de avião. Mas que relação pode ter com um artigo sobre Missões? Para entendermos, precisamos atentar para as fases do voo de um avião qualquer. Começa com uma preparação em que se verifica tudo da aeronave, tanto pelo lado de fora   quanto pelo lado de dentro, seguindo pela avaliação da funcionalidade do(s) motores, instrumentos, qualidade do combustível, elaboração do Plano de Voo, tempo de voo, missão, duração da viagem, quantidade de combustível etc. Após essas e outras providências é que se pode decolar com pretensão de chegarmos a um destino em determinado tempo. Dando tudo certo e quando se está bem próximo, é que o piloto comunica que está na Reta Final, e isso indica que já se vê a pista de pouso, etc. Mas, e daí? Daí que pouca coisa se pode fazer além de pousar. E por quê? Porque o combustível já se encontra no fim, a tripulação já está cansada e tudo foi programado para um determinado tempo. O trabalho Missionário também passa por etapas parecidas, se bem que não pretendamos terminá-lo em determinado tempo. Mesmo que Jesus tenha colocado as coisas em termos da necessidade de pregarmos “a tempo e fora de tempo”, também a Bíblia continua dizendo “que há tempo para todo propósito na face da terra”. E, pelos tempos que estamos vivendo, pode ser que já estejamos até nessa Reta Final, ou pelo menos dela nos aproximando. Se isso estiver ocorrendo, pode ser que não tenhamos muito tempo para agir (pregar), podemos ter pouco combustível (recursos), a tripulação (os missionários) pode estar cansados e tantas outras situações. E por que faço essa analogia? Por estarmos claramente no Tempo do Fim, indicado na Palavra de Deus como Princípio das Dores ou Dores de Parto. Os sinais listados nas Escrituras são claros. Estamos às portas de uma nova Guerra Mundial, que pode até ter começado. Também temos os sinais morais e toda degradação social, familiar, política, religiosa, etc. Temos diante de nós uma “pista iluminada” de pouso que indica que estamos bem perto do fim de nossa jornada. Só que não temos a opção de desviar e retardar o pouso – me parece o fim da jornada, o fim dos tempos. O que fazer então? Precisamos evangelizar os que estão conosco nessa “viagem da vida”, os que estão próximos como nossos parentes, amigos e vizinhos. Talvez até mesmo muitos dos que estão conosco na viagem, como que “assentados nas asas do avião”, mas que de fato nunca se acolheram dentro da aeronave (Igreja de Cristo) que nos conduz a eternidade. Pode parecer que a viagem tenha sido longa, mas que está próxima do fim, está. Então, corramos nesse trabalho evangelístico de “última hora”, talvez até “minutos, o que já estaria previsto com o pregar “a tempo de fora de tempo”. Pr Heitor Antonio da Silva – Professor, Psicanalista, Piloto de Avião e Presidente da Rede Agathos.com

Andar com Cristo exige ruptura com as velhas práticas do mundo

No tempo de Josué, um dos israelitas chamado Acã estava escondendo um objeto amaldiçoado (uma capa feita na Babilônia) além do ouro e prata que deveriam ser consagrados ao Senhor (Js 6:18-19) que ele roubou dentre os destroços de Jericó. Então a ira do Senhor se acendeu e Ele disse: “Há coisas condenadas no meio de vocês, ó Israel. Vocês não poderão resistir aos seus inimigos enquanto não eliminarem do meio de vocês as coisas condenadas.” (Js 7:13). Agora, todo o povo estava em perigo por causa de uma maldição admirada por um homem desobediente. Isso só foi resolvido, quando Josué, sendo um líder cauteloso e sob orientação divina, investigou até encontrar o culpado e desfez a maldição queimando tudo! O que você tem guardado da sua velha vida em sua casa? Jogue fora hoje mesmo. E quais objetos você jogou fora, mas os conceitos e influências ainda estão presos em seu coração? Ore, confesse e se arrependa para alcançar a misericórdia e libertação. Na igreja primitiva, os recém-convertidos confessavam e denunciavam publicamente as suas más obras e, além disso, jogavam fora todos os seus objetos relacionados à magia e práticas malignas confessando e denunciando publicamente as suas próprias obras (Atos 19:18,19). Atualmente, os cristãos precisam compreender que para andar com Cristo é necessária uma ruptura absoluta com o mundo e suas velhas práticas (Ef 5:11,12). A igreja precisa urgentemente entender que nós estamos em uma verdadeira guerra espiritual (Ef 6:11,12) e o inimigo é astuto e fará de tudo para distrair nossas mentes. Por isso, não adianta você entender pelas Escrituras que Deus abomina o adultério, o roubo e a magia e, ao mesmo tempo, amar assistir filmes, séries e desenhos que promovem esses e outros pecados e suas ideologias. Nessa guerra, um soldado como você não pode ficar distraído. Ocupado com as fantasias do mundo. Fique atento. Jesus disse: “Vigiem e orem” (Mt 26:41). Nunca se esqueça que o entretenimento é uma das mais eficazes ferramentas para distração dos soldados do exército de Deus! “E não sejam cúmplices nas obras infrutíferas das trevas; pelo contrário, tratem de reprová-las. Pois aquilo que eles fazem em segredo é vergonhoso até mencionar.” (Ef 5:11,12)   Felipe Morais é servo temente ao Senhor e atua como pastor na Igreja Batista do Reino, Bacharel em Teologia, escritor (Os Segredos da PÁSCOA: e a Salvação do Povo de Deus | Perdão: assim como nós perdoamos), atua como professor no YouTube pelos canais Curso Bíblico Online e Devocional Bíblico Online. * O conteúdo do texto acima é de total responsabilidade do autor e não reflete necessariamente a opinião da Rede Agathos Via GuiaMe

As interrogações…

Vamos falar de interrogações. Sim! Falar das tantas questões que brotam nas nossas mentes ou permitimos serem nelas colocadas, levando-nos por vezes à estagnação causada pelas confusões que se estabelece em nosso pensar. Há a família dos PORQUES. Essa família nos faz constatar que na grande maioria das vezes os motivos, as fontes das interrogações não são possíveis de serem conhecidas. Somos por essa família confrontados em nossas inabilidade e incapacidade. Temos, também, os COMO. São as interrogações que exigem a explicação de fatos ou do que é necessário para que ocorram algumas situações. E por assim ser, vemos que não somos detentores do saber pleno e que as respostas são oriundas de um conjunto de fatores que não estão assim tão isolados um dos outros, bem como as consequências existem, mesmo as que não são desejadas. E os QUANDO? Essa interrogação nos conscientiza de nossa temporalidade, de que não temos o poder de acrescentar nem mesmo um segundo a uma situação prazerosa ou de diminuir em um dia a dor. Somos por ela posicionados no tempo e no espaço, levando-nos a recear a imensidão de tudo que está ao nosso redor, por vermos que somos apenas participantes de toda uma complexidade e dimensão que nossas mentes não alcançam. Não podemos esquecer dos populares QUÊ. Eles se camuflam como pronome em certas respostas, mas não perdem o seu poder interrogativo mesmo na afirmativa. Apenas nos enganam, dando-nos uma certa sensação de que a resposta seja aquela, mas em poucos instantes nossas mentes atrelam outro questionamento à afirmativa em que eles estão contidos.   Claro! Há muitas outras locuções que podem se conformar em questionamentos…. Difícil, não é? As interrogações possuem até um sinal gráfico interessante, que revela sua sinuosidade, uma circunferência que caracteriza as tantas respostas que podem lhe ser dadas, mas para se chegar ao ponto mesmo, é necessário transpor um vazio. Repare no ponto de interrogação. Veja se não é isso?   Por isso que nós, meros humanos, limitados em nossa capacidade mental, interrompidos em nossa genialidade pela temporalidade, incapazes do saber total por causa do pecado original, corremos o risco de cair no abismo da angústia se não atentarmos para uma simples coisa: – Todas as nossas interrogações já foram respondidas e temos que confiar no Autor das respostas. Jó foi, ao momento final de sua provação, confrontado por Deus de um modo muito peculiar, que fez com que ele reconhecesse tudo o que acima descrevi, ou seja, que não há respostas convincentes aos PORQUÊS, COMO, QUANDO, QUE ou o SINALZINHO triste que dá forma aos questionamentos. Deus se valeu de interrogações em toda a Sua fala para que Jó pudesse erguer sua cabeça e vislumbrar a única RESPOSTA: o próprio Deus. Leia os capítulos 38, 39, 40 e 41 do livro de Jó. É muito interessante ver Deus se valendo daquilo que nós mais tememos para poder nos ensinar. Não adianta fugirmos da didática divina, afinal, Ele é Soberano. Falando então de interrogações, há apenas uma atitude ante elas, que é admitirmos tal qual Jó: “Sei que podes fazer todas as coisas; nenhum dos Teus planos pode ser frustrado. Meus ouvidos já tinham ouvido a Teu respeito, mas agora os meus olhos Te viram. Por isso me menosprezo a mim mesmo e me arrependo no pó e na cinza.” (Jó 42.2, 5-6). Ou seja, reconheçamos que Deus está nos ENSINANDO algo mais por meio do que vivenciamos e jamais permitamos que as perguntas sejam respondidas pela nossa vã maneira de pensar ou fragilidade humana. Pelo contrário, que elas possam ser respondidas pelo Autor das mesmas: DEUS. Pois o que Ele mais deseja é que estejamos mais e mais perto Dele e que sejamos mais e mais parecidos com Ele, tendo nossa mente transformada por completo, para que possamos ser úteis aos que estão ao nosso redor, vivamos para adorá-Lo e, principalmente, SEJAMOS FELIZES!   Deus lhe abençoe!!!!!!!   ANA PAULA PINHEIRO

Um Deus a nossa imagem?

O ser humano, desde os primórdios da humanidade, sempre foi atraído pelo Sagrado. Nas mais diversas culturas e civilizações, podemos observar uma tentativa de se conectar com o divino. Altares eram erigidos, bosques eram plantados, postes sagrados eram erguidos, cosmogonias eram transmitidas via tradição oral, a fim de apontar para o poder dos deuses sobre o universo e a natureza. A humanidade buscava a um deus para chamar de seu. Na contemporaneidade, a busca por um deus continua. É possível, inclusive, identificar pessoas adoram a uma divindade totalmente customizada, isto é, feita sob medida para sua vida e suas necessidades. Assemelha-se até mesmo a uma projeção idealizada de seu próprio “eu”. O problema de tal egolatria é a frustração que dela decorre, haja vista que esse “eu-divinizado” não satisfaz aos anseios da espiritualidade humana na busca pelo transcendente ou – na linguagem do teólogo suíço Karl Barth – pelo Totalmente Outro, que confere sentido à vida. Diante disso, a teologia cristã se volta para as Sagradas Escrituras. Nela encontramos os rastros do verdadeiro Deus, que não pode ser minimamente descrito pelo método científico, nem mesmo a “melhor” teologia consegue exauri-lo em sua totalidade. Este Deus é “misterium” que nos escapa. Paradoxalmente, mesmo sendo um “misterium” este Deus é cognoscível: Ele se dá a conhecer. Segundo a tradição Patrística, podemos até fazer afirmações positivas (catafáticas) a respeito de quem Ele é (amor, justiça) e afirmações apofáticas cuja reflexão é incapaz de apreender e esgotar (onipotência, onisciência, dentre outras). O Escritor aos Hebreus afirmou: “Há muito tempo Deus falou muitas vezes e de várias maneiras aos nossos antepassados por meio dos profetas, mas nestes últimos dias falou-nos por meio do Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas e por meio de quem fez o universo. O Filho é o resplendor da glória de Deus e a expressão exata do seu ser, sustentando todas as coisas por sua palavra poderosa. Depois de ter realizado a purificação dos pecados, ele se assentou à direita da Majestade nas alturas […].” (Hebreus 1:1-3 – NVI). Para a nossa felicidade, o Deus verdadeiro e único se autorrevela à humanidade.  Encontramos na Bíblia a pessoa de Jesus, a face humana de Deus. Temos nEle um novo e vivo caminho, muito superior ao método cartesiano ou a qualquer outra metodologia científica, diga-se de passagem, pois através dEle chegamos a Deus (Hb 10.20; Jo 14.6). A criação, a Sagrada Escritura e a pessoa de Jesus de Nazaré nos revelam o verdadeiro Deus. Destarte, não necessita o ser humano confeccionar um Deus customizado, à sua imagem e semelhança. Aliás, somos convidados pelas Escrituras (1Jo 2.9, Jo 13.15) a um caminho inverso que Tomás de kempis denominou Imitatio Christi, isto é, a Imitação de Cristo. O discipulado cristão consiste em uma vida mimética tendo Jesus como modelo. Assim, quanto mais parecidos com Jesus nós somos, mais nos adequamos à Imagem e Semelhança do único e verdadeiro Deus.

Vencedor!

O inimigo vem com vontade,utilizando de toda sua maldadepara querer me derrubar,minha fé quer tentar tirar. Quer pôr nos olhos meusa dor e os sofrimentos seus.Quer que eu derrame lágrimasde desânimo, ódio e lástimas. Tenta tirar o meu sorriso,a alegria de que tanto preciso.Que meu brilho eu venha perder.Que eu não consiga vencer. Põe dentro do meu coraçãoa dúvida, o ponto de interrogação.No meu caminho, armadilhas mil.Quer levar-me para o seu covil. Mas para ele eu voltocom todo poder do alto.Pelo sangue de meu Jesus,derramado por mim na cruz. Digo-lhe com toda bravura,revestida com santa armadura: “Satanás, sai-te depressa, agora!Por Cristo eu tenho vitória! A alegria que queres tirar,em mim irá sempre reinar.Contínuo e radiante é meu sorriso,dele não conseguirás apagar o brilho. Meu coração foi lavadopor Aquele sangue derramado.Não venha sondar-me com bravura,pois em Cristo eu estou segura. E no céu com Ele vou viver.E glórias a Ele vou render.Aqui nada irás conseguir.Não queiras, não tentes vir! Pertenço ao meu Deus amado.Por Ele já és derrotado!” 〰〰〰〰〰☀〰〰〰〰〰 Escrevi essa poesia no final do ano de 2008. Ela expressa como eu posso enfrentar o inimigo de nossas almas pelo poder que eu sei que vem de Deus. Eu estava à época em meio a um processo muito conturbado no meu viver. Morávamos eu e meus dois filhos em uma quitinete que nem janela tinha, apenas uma abertura parecida com claraboia sobre a área de serviço. Apelidei essa quitinete de “Caverna de Adulão”, pois foram quase 12 meses em que pude perceber de forma tangível o cuidado de Deus para comigo e meus filhos mesmo no sofrimento que experienciava. Em uma manhã eu me levantei da cama com a alma muito pesarosa, sentia uma opressão interna intensa, e só me lembro (como se fossem flashes de imagens) de meus filhos me pedindo a bênção e saindo para o colégio e logo depois eu estava deitada no chão da minúscula cozinha e com uma dor na parte lateral da cabeça. Creio que devido à angústia tão intensa eu tenha desmaiado e batido a cabeça na beirada do fogão ou da pia (ficou um calombo)… Liguei para uma amiga e pedi para ela ir rápido lá a casa me ajudar. Enquanto ela não chegava, segurei na bancada da pia, sem ter muita força, mas me levantei e literalmente falei para o diabo: “Você pode até me ver rastejando, mas jamais vai me ver SAINDO DO CAMINHO! Pois não vou negar que Cristo está comigo até nesse momento! Saia daqui agora!” Falei isso umas 3 ou 4 vezes. Chorei! Orei! Clamei por misericórdia ali, sozinha, naquela pequena cozinha… Escrevo isso com lágrimas nos olhos, mas não de tristeza, mas sentindo a alegria por poder agora lhe dizer: logo após essa fala de repreensão ao inimigo, literalmente expulsando-o, e depois orando a Deus, senti uma paz tão intensa em meu interior, uma alegria que é difícil de expressar em letras, que quando minha amiga chegou já me encontrou mais ativa, pronta para poder terminar de me ajeitar e ir para meu trabalho. Foi final desse dia de 2008 que eu escrevi essa poesia, antes de me deitar…     Hoje posso lhe dizer que é possível, sim, viver a paz e a alegria que excede todo o entendimento humano, mesmo que estejamos em meio a pressões, opressões e provações, pois Deus nos diz em Sua Palavra: “Contudo, em todas as coisas somos mais que vencedores, por meio Daquele que nos amou.” (Romanos 8:37 BKJA), ou seja, somos vencedores, não por causa de nossas habilidades, força ou capacidade, somos vencedores porque estamos escondidos nas Mãos Furadas de Cristo, que nos amou e por nós morreu. Ele é o vencedor!  Ele é o Leão da Tribo de Judá! (Apocalipse 5:5) Deus lhe abençoe! Ana Paula Pinheiro

O Pregador e o compromisso com a pregação

Assumir o púlpito de uma Igreja com a missão de pregar é uma árdua tarefa. A preparação começa dias antes com oração, estudos, anotações, leituras e por aí vai. Aos poucos, o sermão vai ganhando forma. Os tópicos vão aparecendo, as ilustrações se encaixando e as aplicações fazem nosso coração ferver. Entretanto, existem alguns COMPROMISSOS que o pregador deve assumir, caso queira oferecer um alimento sólido e sadio para o povo de Deus. Vejamos! 1 – Cristocentricidade Cristocentricidade é o compromisso de colocar Cristo no centro de nossos sermões. Para tanto, devemos tomar o cuidado hermenêutico de não alegorizarmos os textos Bíblicos, especialmente as narrativas do Antigo Testamento, na intenção de enxergar Jesus em todos os livros e passagens e, assim, forçarmos o texto a dizer o que não diz. É sempre importante um olhar, para as passagens Bíblicas, que questione: que função essa perícope exerce na metanarrativa, isto é, na grande história contada pela Bíblia? Essa pergunta nos ajudará a construirmos sermões mais cristocêntricos. 2 – Biblicidade Biblicidade é o compromisso de ser bíblico. Isso não significa que o pregador precisa recitar um versículo decorado a cada três palavras. Ser Bíblico diz respeito a enraizar, profundamente, o sermão nas Escrituras. Talvez, o sermão expositivo seja o modelo mais favorável à Biblicidade. Contudo, independente do modelo de sermão a ser utilizado, o pregador deve ter em mente que o público deseja e precisa ser alimentado pela Palavra de Deus. 3 – Objetividade Objetividade, nesse contexto, diz respeito ao compromisso de falar o necessário, de modo direto. Vivemos em um tempo em que tudo é urgente e as pessoas demandam respostas rápidas para tudo. Com isso, a atenção e a concentração do público dura pouco tempo. Sermões prolixos e longos tendem a não ser ouvidos com atenção. Por isso, ser objetivo é um compromisso importante do pregador. Nossa tarefa é transmitir de modo claro, preciso e profundo a mensagem da Palavra de Deus. 4 – Praticidade Praticidade, na pregação, diz respeito ao compromisso de aplicar as verdades Bíblicas à realidade do público. É importante considerar que a um sermão não basta a leitura e a explicação do texto Bíblico. Um sermão narrativo, por exemplo, sem as aplicações não passa de uma contação de histórias Bíblicas. Alguns pregadores preferem fazer todas as aplicações ao final do sermão. Outros aplicam tópico a tópico. Penso que a melhor maneira de aplicar deve levar em conta o público. Por exemplo: o público pentecostal, geralmente, aceita melhor os sermões aplicados tópico a tópico. Uma boa pergunta que nos ajuda a tornar o sermão prático é: o que essa passagem comunica para os dias atuais? Conclusão Caso você não seja um pregador ou pregadora, mas goste de ouvir mensagens Bíblicas, sugiro que procure pregadores alinhados aos compromissos aqui apresentados. Aos que são pregadores/pregadoras oro para que o Senhor nos conceda a graça para pregarmos mensagens Cristocêntricas, Bíblicas, objetivas e práticas para que o nome dEle seja glorificado!

Avivamento: o legado de homens que marcaram eras e a Igreja atual

Avivamento é obra exclusiva de Deus. Não tem a ver com obras humanas, é uma ação divina. A definição mais sucinta e concreta de avivamento é dar vida ao que estava amortecido, passivo, inerte; é reacender a chama do fervor no espírito e deixar ser consumido pelo desejo de deleitar-se na palavra, na busca incessante da glória de Deus e no prazer da oração a fim de clamarmos por mais santidade e arrependimento ao Senhor. Avivamento não é algo novo, embora conheçamos em partes muitas histórias que vimos e ouvimos, mas é continuar um legado, muito antes de estarmos aqui.  Avivamento não é sede de ser abençoado, mas um desespero por aquele que abençoa. É, outrora, desfrutar de intimidade e devoção, mas dar importância ao reunir-se em comunidade, como um Corpo, uma Igreja sólida em Cristo. Avivamento que é produzido sozinho é fogo estranho, logo, qualquer vento poderá apagar a chama, pois ao ler Mateus no capítulo 16, encontramos Jesus a dizer para Pedro que “as portas do inferno não prevalecerão contra a Igreja, e não contra Pedro; isso significa que juntos, como Igreja, ligamos na terra o que já está garantido no céu. Pedro foi um precursor de avivamento através de uma mensagem ousada. Apenas um dia, cerca de 3 mil pessoas se convertem e permanecem fiéis a Igreja. Clamamos venha o Teu Reino, quando na verdade Ele já está dentro de nós, só precisamos manifestá-lo, nos tornando santos e irrepreensíveis tal como Cristo é. Avivamento não é um encontro marcado, um movimento ou evento que arrebatam multidões, é exclusivamente a manifestação do Espírito Santo. Avivamento não é mérito da igreja, mas uma intervenção divina e singular de Deus na igreja, para que os filhos experimentem uma vida de poder e testemunho. Na história do primeiro avivamento neotestamentário, a mensagem apostólica não era sobre ter bênçãos, mas sobre arrependimento. Pedro começa a compartilhar sobre a importância de se arrependerem para serem batizados com o Espírito Santo. Arrependimento, no sentido literal, é a renovação ou mudança de mentalidade, e certamente, ter a consciência do Espírito Santo, antecede um genuíno avivamento, não em palavras persuasivas, mas em poder, para que sejamos testemunhas em qualquer lugar. Podemos encontrar inúmeros cenários de avivamento na Bíblia e na história; um Deus que transforma um vale de ossos secos num exército numeroso, faz das cinzas soldados, faz um convite a homens comuns para um destino extraordinário, com incontáveis sinais, milagres e maravilhas.O avivamento produz, primeiro, uma mudança de mentalidade para depois experimentarmos um frescor, um toque e um revestimento de poder que nos habilita a testemunharmos a cerca daquilo que só Ele pode fazer, gerando frutos duradouros. Não é sobre o que está em constante movimento, mas o que sustenta e permanece em gerações. O cerne da questão não é o que o homem pode, ou não fazer, mas a dependência íntegra do Espírito Santo. Ativismo religioso e lugar de conforto são incoerentes nas narrativas de homens que marcaram eras. Poderia citar Paulo, Pedro, Estevão, Davi e tantos outros que nos inspiram, como também avivalistas entre Charles Finney, Whitefield, Dwight Moody, os Moravianos, John Wesley, William Seymour que experimentaram algo extraordinário que invadiam de becos à cidades, de escolas à universidades, com salvações massivas ou até mesmo como Reinhard Bonnke que era conhecido por suas cruzadas evangelísticas em África que chegou alcançar aproximadamente 75 milhões de pessoas. Todos esses homens demostraram uma paixão por aquilo que é eterno, por ganhar almas, uma vida de devoção, de santidade e impreterivelmente o encargo em manisfestar o Reino. Eram homens comuns que experimentavam cenários sobrenaturais. Só a graça de Deus é capaz de sustentar um legado que perdura tempos, épocas e estações como registrado na história desses grandes homens de fé. Quem vai continuar o legado? Como viver um avivamento nos dias atuais? Como temos nos movido como Igreja? São questões relativamente simples, que carregam uma incumbência, não apenas na individualidade, mas evidentemente como um Corpo, como uma Igreja que antecede a volta do Amado.  Incumbência de atrair o céu para a terra, de sermos discípulos e cartas vivas de Cristo com o alvo de alcançar todos os  que estão a nossa volta, até que sintam um peso de glória e consequentemente experimentar o maior presente que nos foi dado por intermédio de Cristo: a salvação de homens. A verdade é que Deus já nos deu os lugares que precisamos; bairros, cidades, países, universidades e inclusive ambientes ordinários para conquistarmos e experimentarmos como registrado em Atos e na história do avivamento. Temos a mesma promessa tanto quanto aqueles discípulos. A seara é grande, os campos estão brancos, os frutos estão sendo gerados, a colheita está mais próxima do que imaginamos. Não fique parado. Gente sentada no sofá nunca mudou realidade na vida de ninguém. Avivamento não acontece por osmose. Admiração não gera transformação, só um coração sedento, apaixonado e desesperado por Jesus nos bastidores é capaz de transformar o ambiente macro como palco principal para Deus manifestar a sua glória.   Matheus Grismaldi é escritor, missionário e assessor de comunicação e imprensa em Angola, África. Também integra equipe de plantações de Igrejas, dedica-se ao discipulado, apaixonado pelo Evangelho e faz parte da liderança na Igreja Videira, Vinha Angola. É o filho caçula de três irmãos, nascido em lar cristão, natural de São Paulo, carrega o sonho de ver uma geração vivendo a grande comissão e missões transculturais. * O conteúdo do texto acima é de total responsabilidade do autor e não reflete necessariamente a opinião da Rede Agathos FONTE: GUIAME, MATHEUS GRISMALDI

Momento de Decidir

E, naquele dia, sendo já tarde, disse-lhes Jesus: Passemos para o outro lado. Marcos 4:35 O Mestre estava cercado por uma grande multidão. Homens, mulheres, crianças, sábios, leigos, livres e escravos, todos queriam ver o mestre falar sobre a fé. Naquele dia, como sempre, ele ensinou com muito entusiasmo, estava inspirado, tanto que o escritor São Marcos descreve suas palavras com precisão. Após o cansativo dia, ao contrário do que os discípulos esperavam, o Mestre resolveu fazer algo novo. O texto do evangelho diz bem claro, a hora já não permitia mais mudanças, era tarde; era hora de parar, hora de se acomodar e esperar a noite chegar, aquele dia já tinha chegado ao fim.  Porém, mais uma vez Jesus nos deu uma lição. Nunca é tarde para recomeçar, nunca é tarde para começar um novo projeto ou retomar algo que está parado. Nunca é tarde para aprender o novo ou vivenciar experiências que podem ser únicas, nessa tão finita vida terrena. Nunca é tarde para crescer, aprender, desenvolver, deixar de lado aquilo que nos faz mal ou nos aprisiona; não é tarde para ficar próximo a quem nos faz bem e abandonar o que nos prejudica. Nunca é tarde para amar. A passagem por essa vida só é significativa quando tomamos iniciativas. Não podemos deixar que o medo nos aprisione, que o comodismo nos prenda na infelicidade ou mesmo, que a falta de coragem nos faça abrir mãos das rédeas de nosso futuro. E sobre isso o grande romancista russo Dostoiévski disse, com muita propriedade, que “o segredo da existência não consiste somente em viver, mas em saber para que se vive”. Que a coragem da iniciativa seja uma constante em nossas vidas, trazendo a força necessária para seguirmos sempre em frente. Porque, como naquele dia, hoje pode parecer que já está tarde… Mais ainda há tempo para recomeçar.   Dr. Paulo Jonas Jr.